sábado, 11 de junho de 2016

30 Anos de Curtindo a Vida Adoidado


Este post contém spoilers do filme :)
 
Um filme querido por muitos fãs (e também da Sessão da Tarde) completa hoje (11 de junho) 30 anos de um dos maiores clássicos dos anos 80: "Curtindo a Vida Adoidado". Uma obra do diretor John Hughes, que fez outros filmes memoráveis como "O Clube dos Cinco", "Gatinhas e Gatões", "Mulher Nota Mil" e "A Garota de Rosa-Shocking". Mas hoje é dia de Bueller... Bueller... Bueller...


Ferris Bueller (Matthew Broderick) é um jovem que adora matar aula e faz de tudo para isso acontecer, até mesmo enganar os pais se fazendo de doente e até mostra o que fazer para quem quiser imitá-lo. Mas ele tem um motivo para isso. Ele acha que a vida passa muito rápido e que precisamos aproveitar cada momento dela e para isso ele chama sua namorada Sloane e seu melhor amigo Cameron para uma aventura pela cidade. Mas um "vilão" pode acabar com seus planos, o Reitor Rooney, que tenta desmascarar Bueller de uma vez por todas.


A partir disso, vemos várias cenas que se tornaram um marco da obra como o passeio pela cidade, vendo quadros "estranhos" num museu,  a Ferrari do pai de Cameron ser usada por dois atendentes de estacionamento (com direito a trilha de Star Wars), as tentativas de Rooney de pegar Ferris no ato e a cena mais memorável de quando Bueller canta "Twist and Shout" dos Beatles. Os anos 80 foram muito fodas. 


Além de Rooney, a irmã de Buller, Jeanie, não acredita nas mentiras do seu irmão e também tenta mostrar aos pais toda a farsa. E quem se lembra da cena dela com Charlie Sheen como um jovem delinquente (por que será)? E quando Cameron fica maluco ao descobrir que a quilometragem da Ferrari está alterada e sabe que seu pai souber disso, ele está bem ferrado? 


Tudo remete ao final quando Ferris precisa voltar pra casa antes que seus pais cheguem e descubram tudo. Em mais uma cena clássica com uma trilha memorável, Bueller corre vários quilômetros, passa por dentro de uma casa alheia, passa por duas lindas garotas e depois volta para dar um oi à elas, quase é atropelado pela irmã (que a partir disso passa a tentar chegar primeiro também), fica do lado ao carro do pai, mas o mesmo não percebe o filho... E quando finalmente chega em casa, Rooney, todo ferrado, estava lá esperando o tempo todo.


Mas num "plot twist" que surge no final, Jeanie salva seu irmão e Ferris corre para se deitar na casa. Assim que seus pais saem do quarto, Bueller repete a frase que disse no começo do filme: "A vida passa rápido demais e se você não aproveitar ela passa e você nem vê". E ele está super certo. Aí vemos a penúltima cena clássica do filme quando Rooney volta para o colégio a pé ao som de "Oh Yeah", com as calças rasgadas (por conta do cachorro de Ferris), rosto um pouco cortado e sapatos sujos de lama (ou merda?) e um ônibus escolar passa do lado dele. A motorista chama o Reitor para entrar e depois de negar, ele aceita, porém, encontra vários estudantes que adoram Ferris e odeiam Rooney.


Já a cena pós-créditos (que é referenciada até hoje como em "Deadpool"), Ferris diz para irmos embora, que o filme já acabou e para desligarmos a televisão. Matthew Broderick se encaixou perfeitamente no papel e até hoje é lembrado por ele. Afinal, existem camisetas com "Save Ferris", frase usada no filme quando os alunos pensam que Bueller está com uma doença terminal. John Hughes nos presenteou com esta bela obra de 86 que nunca fica datado e que (se depender de mim) terá novos fãs daqui pra frente.


0 comentários:

Postar um comentário

 

Copyright © Uma Viagem pelo Cinema e Séries Design by Free CSS Templates | Blogger Theme by BTDesigner | Powered by Blogger