segunda-feira, 24 de outubro de 2016

The Walking Dead e seu retorno triunfante e perturbador

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Este post contém spoilers de TWD.

Era uma vez, há sete anos, uma série que contava a história de um xerife dentro de um apocalipse zumbi em que queríamos saber que p#@rra estava acontecendo e se haveria uma cura. Daí passaram-se os anos e nada disso aconteceu. Muita gente querida e morreu e pessoas não queridas também (o que poderia dar um alívio na alma), mas o fato é que The Walking Dead pode ter seus altos e baixos com o decorrer das temporadas, mas quando está no alto, ela sabe muito bem se manter assim e até mesmo elevar o nível.
A série mais assistida na atualidade retornou para o seu sétimo ano na TV, finalmente revelando quem foi a vítima de Negan (Jeffrey Dean Morgan numa atuação espetacular) e fazendo-nos chorar e chorar mais ainda com tamanha violência que o vilão trouxe. Vale notar que Negan bota no chinelo todos os vilões anteriores da série e mostra como se cria um verdadeiro monstro.

O episódio começa com um "papo" entre Negan e Rick após o satanás do inferno ter esmagado a cabeça de alguém. Impressionante a "rixa" psicológica entre os dois, logo eles que tiveram uma das melhores atuações da série (e por que não da vida?) e Negan tortura o pobre xerife, mas não fisicamente, como eu disse, psicologicamente, atirando numa horda de zumbis para pegar "seu machadinho".
Durante esse tempo, Rick lembra do que aconteceu (tome flashback) e vemos a morte de Abraham. Mesmo levando as porradas, Abe solta sua última frase na Terra, escr*tizando o vilão, que termina de esmagar a sua cabeça.
E mesmo com isso, Negan não se satisfaz e mostra Lucille cheia de sangue para Rosita, fazendo com que Daryl levante furioso e dê um soco de direita no capetão da cena. Por causa disso, o personagem mais adorado da série acaba causando a morte de outro personagem querido. Glenn Rhee.

Glenn também morre nos quadrinhos e até o olho pra fora foi colocado como referência. Sua morte foi tão chocante quanto a de Abraham, mas o nosso coreano era um dos personagens mais amados da série e vê-lo ser destruído por Negan foi de cortar corações e chorar copiosamente.
Muitos vão reclamar, mas outros vão concordar que para ter um melhor desenvolvimento da série, era preciso ter uma morte importante de alguém do grupo. Todos se lembram da falsa morte de Glenn na sexta temporada e que deixou todos p*tos de raiva, mas agora talvez fosse necessário
Chegando no ato final, depois de uma "volta" com Rick no RV, Negan ordena que o xerife corte o antebraço de Carl Grimes. Isso mesmo, o filho dele. Rick implora para que seja no braço dele, mas Negan não está de brincadeira e manda o xerife a cortar senão seus amigos morreriam. Fora o fato de que iria contar até 3 para Rick obedecê-lo.

No momento final, Rick levanta sua machadinha para decepar o braço de Carl, mas é impedido por Negan na mesma hora. O motivo? O vilão queria ver o quão quebrado Rick estava para ele finalmente perceber que Negan é quem manda agora. Após isso, o satanás vai embora com seu bando, prometendo voltar em uma semana e levando Daryl como "refém", deixando o grupo de Rick com os corpos de Abraham e Glenn.



"The Day Will Come When You Won't Be" será marcado para sempre na história de TWD como um dos mais tristes, chocantes e aterrorizantes episódios de todos os tempos. Será que chegou no nível de Game of Thrones? Com uma boa direção, atuações excepcionais de Andrew Lincoln e Jeffrey Dean Morgan, bom uso da edição, a sétima temporada de The Walking Dead deixou um gosto amargo nos fãs, mas sem ser algo negativo, que, sem dúvida, acompanharão o resto do ano, mesmo com a dor na coração.

Nota: 10. 
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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Quando as Trilhas Sonoras Entregam Spoilers

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Este post contém spoilers. Se você não liga pra eles, siga adiante. Se não, pega o beco. Só se quiser.

Ahh uma trilha sonora. Quem não ama isso? Acredito que a música numa obra da sétima arte é de extrema importância, pois (dependendo de cada filme) ela causa uma imersão maior, coisa que o filme em si já faz, mas que a trilha complementa. Pegue grandes composições como: Star Wars, Indiana Jones, De Volta Para o Futuro, Jurassic Park, Três Homens em Conflito, Sete Homens e um Destino, Harry Potter, James Bond, Missão Impossível e tantos outros que existem e melhoram nosso dia-a-dia e/ou até mesmo o nosso humor (isso no meu caso) que geraram os grandes clássicos que conhecemos hoje. Mas nem tudo são rosas. Quem é um ávido cinéfilo e acompanha de tudo sobre os filmes sabe muito bem que as trilhas sonoras também podem acabar com a surpresa de um nerd. Sim, mancebos, estou falando de SPOILERS (fujam para as colinas!!) que elas trazem em seus álbuns. Irei listar cinco filmes para vocês entenderem do que estou falando. Eu sei que faltarão muitas, mas o basicão está logo abaixo.

1) Star Wars: A Ameaça Fantasma (1999)

Eu entendo que naquela época nem todo mundo tinha internet para saber que o Qui-Gon morre em alguma parte do filme, mas um parente meu (meu tio, no caso) foi pego de surpresa quando viu a faixa "Qui-Gon's Noble End" e sacou que ele iria falecer. John Williams talvez pensou que ninguém ia notar... Ele falhou miseravelmente.
Porém, e se hoje um novo fã de SW estiver mexendo nas trilhas do mestre JW e se deparar com isso? O que ele deve fazer? Também conta o fato se a pessoa leva spoilers a sério ou não. Eu levo e detesto quando alguém me conta sobre qualquer coisa, então se fosse eu, provavelmente ficaria estarrecido e indignado com John Williams.





2) A Bruxa (2015)

Esse caso eu lembro de ter acontecido comigo quando escutei as (arrepiantes) trilhas desse filme. Como não havia estreado no Brasil ainda, fiquei pensando em como essa obra do diretor Robert Eggers é horripilante, já que Stephen King mencionou que o filme o assustou pra c*ralho. Em certa parte da obra, Caleb se mete na floresta e encontra uma bruxa e acontece algumas coisas que, mesmo estando implícito, sabemos o que é. Ele aparece depois nu perto de casa e morre um tempo depois falando coisas sem sentido.
Até aí tudo bem, se não fosse a trilha do álbum me relevando isso. Na verdade, há mais duas faixas revelando spoilers e com o mesmo garoto. São: "Caleb is Lost", "Caleb's Seduction" e (tchan tchan tchan) "Caleb's Death". Wtf amigos, não precisava disso. Certamente dava para ter outros títulos, mas o compositor Mark Korven ligou o f*da-se e deixou assim.



3) Godzilla (2014)

Tudo bem que para esse filme ninguém ligou muito (e nem para a trilha) e que eu particularmente achei mequetrefe, mas o Alexandre Desplat cometeu um erro terrível ao colocar o resultado final da briga entre Godzilla e os monstros que esqueci o nome. Algumas pessoas não sabiam (olha eu aí de novo) que o monstro gigante ia lutar com outras criaturas e sim seria o foco de "terror". Na penúltima faixa, "Godzilla's Victory", ficamos sabendo mesmo sem precisar ver o filme que o lagarto enorme vence no final (puro maniqueísmo previsível na verdade). Precisava? O título podia ser "The Final Scene" que não pegaria os nerds de surpresa.
PS: Que título mais merda esse.
PS2: Os trailers enganaram todo mundo.




4) Star Trek (2009)

Esse eu consegui escapar do spoiler. Numa época em que eu não escutava as trilhas sonoras na internet, descobri vendo o filme que o vilão Nero, interpretado por Eric Bana, morre no final do filme (puro óbvio eu acho). Mas para quem era mais aficionado do que eu e não aguentava esperar o reboot/remake de Star Trek pelas mãos de J.J. Abrams e espiaram o álbum da trilha a faixa "Nero Death Experience", descobriram o que acontece com o romulano.
Tá certo que provavelmente ele iria morrer, mas podia ser que não. Na sequência, o Khan voltou a ser hibernado e tá vivinho da silva.   E logo você, Michael Giacchino, fez isso conosco e os fãs de Star Trek. Não chega a ser uma traição, mas que belo passo para trás você deu hein meu filho.




5) O Homem nas Trevas (2016)

Um caso bem recente de spoiler nas trilhas sonoras nos filmes é o ótimo "O Homem nas Trevas". Resumo básico: Três ladrões vão roubar a casa de um cego, que é um militar (fodão) aposentado (fodão) e (já mencionei o fodão) que mata um deles logo no começo. Não sei se chegaria a ser um spoiler já que a cena do personagem Money morrendo passa no trailer e que isso levaria ao destino dos outros dois personagens se vão morrer ou não.
Porém, quem não gosta de ver surpresas reveladas nem nos trailers, não escapará se for dar uma olhada no álbum do filme. A faixa "Money Dies" está lá para lhe lembrar de que o cara morre. Vou dar outro exemplo caso não achem que esse é spoiler. Há outra faixa, a "Insemination", que traduzida fica inseminação e nos vem à mente o quê com essa palavra? Isso mesmo. Em alguma parte do filme alguém vai receber uma coisinha nojentinha naquelas partes.



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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A Casa do Lago - Um Conto de Terror

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Hoje vai ser diferente. Não vai ser um post sobre resenha de um filme ou uma série. Muito menos acerca de alguma notícia de entretenimento (que rolará em breve). Eu achei no meu Baú do Davy Jones uma coisa que estava guardada bem no fundo. O meu primeiro conto que publiquei na internet. Lá em 2014, um jovem Davi escreveu uma pequena história de terror envolvendo dois presidiários, chamado "A Casa do Lago", e não é o filme do Keanu Reeves e Sandra Bullock. Vou disponibilizar o link do conto e poderão ler como e quando quiserem.

https://www.wattpad.com/story/26772104-a-casa-do-lago?utm_source=web&utm_medium=facebook&utm_content=share_info

É isso pessoal. Espero que gostem. Flw Flw.


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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Caça-Fantasmas: A Resenha

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Este post pode conter alguns spoilers.

"Caça-Fantasmas" estreou na quinta passada (14) recheado de comentários maldosos envolvendo machismo, racismo e preconceito sobre a nova equipe ser composta por 4 mulheres ao invés de 4 homens como era nos dois filmes antigos, de 1984 e 1989. E posso dizer que mesmo com essa novidade, o filme não é nem de longe ruim, pelo contrário, é bem divertido tão quanto o clássico.

 O enredo do filme conta a história de Erin (Kristen Wiig), Abby (Melissa McCarthy), Jillian (Kate McKinnon) e Patty (Leslie Jones) que se unem para deter os fantasmas horripilantes os quais desejam destruir Nova York. Resumidamente é isso. Claro que no começo descobrimos que Erin e Abby eram melhores amigas na infância e, além de se tornarem doutoras (a primeira deseja trabalhar numa faculdade de renome e a segunda continua investigando o paranormal), escreveram um livro juntas sobre fenômenos sobrenaturais. Mas a reputação de Erin cai água a´baixo quando esse livro volta a ser vendido e principalmente quando ela, Abby e Jillian conseguem ver um fantasma de perto. Abby gravou tudo e postou na internet, causando a demissão de sua amiga por conta do reitor que viu tudo. A partir disso, Erin não tem outra escolha a não ser se juntar com suas amigas. Depois elas conhecem um novo secretário para o trabalho delas, o bonitão, mas burro, Kevin (o Thor da Marvel).

E por último e não menos importante, conhecemos Patty, que avista um fantasma no metrô, onde a mesma trabalha, e foge como se não houvesse o amanhã. Ela decide pedir ajuda às meninas e também resolve se juntar para caçar os fantasmas. No decorrer do filme, encontramos participações especiais de "certas pessoas". Bill Murray é um cara que não acredita no que "EAJP" dizem sobre os fantasmas, Dan Aykroyd é um motorista de táxi, Ernie Hudson é o tio de Patty, Sigourney Weaver é a mentora de Jillian, a antiga secretária é uma recepcionista de um hotel e até Ozzy Osbourne aparece numa cena. Andy Garcia também aparece como o prefeito da cidade, para a minha surpresa. Mas será que isso poderia estragar o filme? Será que fica debaixo da asa do clássico de 84?

"Caça-Fantasmas" possui vários pontos positivos como: 1) a química entre as quatro atrizes. Elas conseguem segurar firme o filme e você embarca na aventura junto com elas. Leva um susto quando é pra levar e ri quando é pra rir. Mas quem rouba a cena mesmo das quatro é Jillian Holtzmann. Tá certo que todas elas são comediantes, mas Kate McKinnon consegue extrair uma atuação genuína de uma excêntrica cientista que faz cada maluquice (como "dançar" com objetos inflamáveis e lamber uma pistola contra fantasmas) e com certeza é a minha favorita. Patty é outra que me fazia rir a cada grito dela e principalmente na cena que ela dá tapas na cara de Abby para liberá-la de um fantasma que a possuía. Erin e Abby tiveram uns problemas no passado e você acredita nisso, é bom quando isso acontece.

Já sobre o vilão do filme, pode não ser memorável, mas ele conduz seu plano maligno a qualquer custo. Mesmo que precise morrer para que aconteça. Rowan North sofreu no passado e, depois de ler o livro de Erin e Abby, quer abrir um portal para liberar milhões de fantasmas e liderá-los. Ele até consegue quando comete suicídio na frente de "EAJP", fazendo-as acreditar que tudo acabou. Kevin ainda é possuído pelo fantasma dele e continua seu plano do mal de destruir a cidade.

2) Kevin é outro que, mesmo suas idiotices serem de nível altíssimo, é tão engraçado que você não acredita que o Thor fez isso. Ele manda super bem no papel de idiota.
3) Os efeitos visuais estão muito bons, só que poderiam maneirar na cor azul dos fantasmas quando vários estão juntos
4) O 3D desse filme está incrivelmente foda. Sério mesmo. Geralmente os filmes usam o 3D só para ganhar dinheiro e não há nenhuma imersão, mas em "Caça-Fantasmas" é diferente. Veja com seus próprios olhos e saberá do que estou dizendo.

Os pontos negativos da obra pra mim talvez sejam apenas 2.
1) Notei que em algumas partes acontecia uma tentativa forçada de criar piadas. Talvez fosse nessa hora que as atrizes tentaram improvisar e o diretor não soube cortar na hora certa.
2) A personagem da Patty poderia ter aparecido mais ou ter tido mais importância na história, mas não que ela esteja simplesmente jogada lá. Talvez num segundo filme aconteça dela ter um desenvolvimento melhor.

No geral, "Caça-Fantasmas" não é um filme perfeito, mas está longe de ser um filme mediano ou ruim. Claro que é apenas a minha opinião, mas eu gostei bastante. Confirmaram que terá um segundo filme e eu espero que seja também muito bom, apesar de eu não ter ideia do que elas vão enfrentar agora. Acho que é aquele tipo de filme que não se precisa de muitos filmes por conta da história que é rapidamente esgotada. Mas se conseguirem criar uma boa e nova aventura para elas, estarei esperando para ligar caso eu encontre um fantasma.
Nota: 8.




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sábado, 16 de julho de 2016

Stranger Things - Season 1 - A Resenha

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Este post conterá spoilers, um monte deles.
A primeira temporada de "Stranger Things" estreou ontem, 15 de julho, e já causou sentimento de ansiedade por um segundo ano da série. O motivo? Direi em breve. Assisti tudo em um intervalo de menos de um dia (Netflix faz isso com todos) e acho que já posso aplaudir mais uma vez para ela. A história é bastante simples, mas ao decorrer dos 8 episódios a trama vai ficando cada vez mais misteriosa, pois "coisas estranhas" estão acontecendo na cidade. O garoto Will Byers está voltando para casa de bicicleta junto com seus amigos quando, ao chegar perto do seu lar, é perseguido por alguma coisa que escapou de um laboratório e de repente, desaparece.

A partir disso, sua mãe (interpretada muito bem por Winona Ryder), seus amigos Mike, Lucas e Dustin (também ótimos no núcleo "Carrossel" da vida e que usa um chapéu igual a de Ash em Pokémon) e o delegado Hopper tentam saber o que aconteceu com Will. O problema é que não há pistas do garoto desaparecido e sua mãe vai ficando cada vez mais desolada. Até que o trio MLD encontra uma menina na "Floresta das Trevas"(o bom dessa série são as inúmeras referências ao Hobbit/Senhor dos Anéis) que tem poderes telepáticos.

Ela pouco fala e é ajudada por Mike, ainda que Lucas não goste dela nem um pouco no começo, por achá-la perigosa demais com tais dons especiais. Enquanto isso, pessoas do governo estão procurando a tal menina (chamada de Onze ou "On") liderado pelo Dr. Brenner, e farão de tudo para tomá-la. Até matar pessoas e usar um corpo falso para fingir a morte de Will. Já não basta tudo isso acontecendo ao mesmo tempo, descobrimos que um monstro terrível está sequestrando pessoas e levando-os para o "seu mundo", que os garotos chamam de Mundo Invertido. É como a vida real, só que escuro, frio e cheirando a morte.

Também descobrimos mais do passado de Onze, que foi um objeto de experimentos do governo para entrar no Mundo Invertido e fazer contato com a criatura. Claro que antes disso ela foi usada em testes para aprimorar seus poderes, mas Onze não gostava nem um pouco. Quando finalmente consegue fazer contato, Onze acaba abrindo um portal entre o mundo real e o invertido, liberando o monstro de ir e vir quando quiser e fazendo suas vítimas, como Will Byers (que consegue se esconder) e Bárbara (amiga da irmã de Mike, que acaba morrendo).

O delegado Hopper entra cada vez mais na teia de conspiração do governo e só não morre por "piedade" dos agentes. Ele acaba acreditando nas palavras de Joyce (mãe de Will) que diz conseguir se comunicar com seu filho através de luzes de natal e que viu a tal criatura que o persegue. Unindo forças com Hopper, os dois lutam para burlar os agentes do governo e resgatar Will. Como? Eles descobrem com o trio MLD que o portal está no laboratório, onde tudo começou.


Chegando ao final, eles conseguem resgatar Will, os agentes do governo e o Dr. Brenner são mortos, a criatura é morta por Onze, que se "sacrifica" por Mike e seus amigos e tudo volta ao normal na pacata cidadezinha. Certo? Errado. Para ter o famoso "gancho", Will vai ao banheiro, tosse e sai uma larva de sua boca e as luzes do lugar começam a piscar, alternando entre o mundo real e o invertido. O pobre garoto parece que nunca vai se safar de vez.

No final das contas, "Stranger Things" é uma declaração de amor aos anos 80 (que eu particularmente adoro, mesmo não tendo vivido nessa década) e aos filmes de Steven Spielberg. Não é a toa que vemos vários pôsters de filmes como "Enigma do Outro Mundo, "Evil Dead" e "Tubarão", seu primeiro clássico. Mas as referências não param por aí. Desde a trilha sonora oitentista, a abertura e os créditos iniciais dignos de filmes dos anos 80, a cena dos garotos com Onze de bicicleta contra o governo nos lembra de "ET - O Extraterrestre" (mais uma vez Spielberg), toda essa nostalgia alimentada ainda mais com citações de Radagast (O Hobbit), RPGs de Dungeons and Dragons, Lando Calrissian e etc. E por último e não mais importante, os cartazes divulgados da série (principalmente esse do lado esquerdo). Desenhado como nos cartazes de por exemplo: "Star Wars", "Indiana Jones" e "De Volta para o Futuro", também nos lembramos da obra de J.J.Abrams, "Super 8", que tem uma pegada parecida e também tem um cartaz desenhado. Sinceramente, eu espero que haja mais filmes/séries que façam mais isso, pois são obras de arte da modernidade. Se você gosta de nostalgia, anos 80 e tudo isso que eu disse, o que ainda está fazendo parado aí? Brincadeira, quando tiver tempo, assista e deleite essa soberba aventura nos moldes do Tio Spielberg.

Nota: 10.

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sábado, 11 de junho de 2016

30 Anos de Curtindo a Vida Adoidado

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Este post contém spoilers do filme :)
 
Um filme querido por muitos fãs (e também da Sessão da Tarde) completa hoje (11 de junho) 30 anos de um dos maiores clássicos dos anos 80: "Curtindo a Vida Adoidado". Uma obra do diretor John Hughes, que fez outros filmes memoráveis como "O Clube dos Cinco", "Gatinhas e Gatões", "Mulher Nota Mil" e "A Garota de Rosa-Shocking". Mas hoje é dia de Bueller... Bueller... Bueller...


Ferris Bueller (Matthew Broderick) é um jovem que adora matar aula e faz de tudo para isso acontecer, até mesmo enganar os pais se fazendo de doente e até mostra o que fazer para quem quiser imitá-lo. Mas ele tem um motivo para isso. Ele acha que a vida passa muito rápido e que precisamos aproveitar cada momento dela e para isso ele chama sua namorada Sloane e seu melhor amigo Cameron para uma aventura pela cidade. Mas um "vilão" pode acabar com seus planos, o Reitor Rooney, que tenta desmascarar Bueller de uma vez por todas.


A partir disso, vemos várias cenas que se tornaram um marco da obra como o passeio pela cidade, vendo quadros "estranhos" num museu,  a Ferrari do pai de Cameron ser usada por dois atendentes de estacionamento (com direito a trilha de Star Wars), as tentativas de Rooney de pegar Ferris no ato e a cena mais memorável de quando Bueller canta "Twist and Shout" dos Beatles. Os anos 80 foram muito fodas. 


Além de Rooney, a irmã de Buller, Jeanie, não acredita nas mentiras do seu irmão e também tenta mostrar aos pais toda a farsa. E quem se lembra da cena dela com Charlie Sheen como um jovem delinquente (por que será)? E quando Cameron fica maluco ao descobrir que a quilometragem da Ferrari está alterada e sabe que seu pai souber disso, ele está bem ferrado? 


Tudo remete ao final quando Ferris precisa voltar pra casa antes que seus pais cheguem e descubram tudo. Em mais uma cena clássica com uma trilha memorável, Bueller corre vários quilômetros, passa por dentro de uma casa alheia, passa por duas lindas garotas e depois volta para dar um oi à elas, quase é atropelado pela irmã (que a partir disso passa a tentar chegar primeiro também), fica do lado ao carro do pai, mas o mesmo não percebe o filho... E quando finalmente chega em casa, Rooney, todo ferrado, estava lá esperando o tempo todo.


Mas num "plot twist" que surge no final, Jeanie salva seu irmão e Ferris corre para se deitar na casa. Assim que seus pais saem do quarto, Bueller repete a frase que disse no começo do filme: "A vida passa rápido demais e se você não aproveitar ela passa e você nem vê". E ele está super certo. Aí vemos a penúltima cena clássica do filme quando Rooney volta para o colégio a pé ao som de "Oh Yeah", com as calças rasgadas (por conta do cachorro de Ferris), rosto um pouco cortado e sapatos sujos de lama (ou merda?) e um ônibus escolar passa do lado dele. A motorista chama o Reitor para entrar e depois de negar, ele aceita, porém, encontra vários estudantes que adoram Ferris e odeiam Rooney.


Já a cena pós-créditos (que é referenciada até hoje como em "Deadpool"), Ferris diz para irmos embora, que o filme já acabou e para desligarmos a televisão. Matthew Broderick se encaixou perfeitamente no papel e até hoje é lembrado por ele. Afinal, existem camisetas com "Save Ferris", frase usada no filme quando os alunos pensam que Bueller está com uma doença terminal. John Hughes nos presenteou com esta bela obra de 86 que nunca fica datado e que (se depender de mim) terá novos fãs daqui pra frente.


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sábado, 28 de maio de 2016

Arrow: Season 4 - A Resenha

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Este post contém spoilers da temporada.

O quarto ano de "Arrow" foi encerrado na quarta-feira (25) e tivemos grandes surpresas. Um vilão muito mais forte, mais dilemas na vida de Oliver, mais novela mexicana e uma trama que era boa e ficou chata com o passar do tempo.

A cidade agora tem um novo nome, Star City, em homenagem a ideia que Ray Palmer teve episódios atrás, e Thea, Diggle e Laurel lutam contra o crime enquanto Oliver e Felicity vivem suas novas vidas como o casal que os fãs queriam desde o começo, mas que ficou piegas depois. Um novo vilão, Damien Darhk, surge para (adivinha) acabar com a cidade e deixá-la morrer junto do seu exército de Fantasmas (é só um nome, eles não estão mortos). Para a surpresa dos nossos herois, ele tem poderes mágicos e por isso, Laurel e Thea contatam Oliver pedindo ajuda. Finalmente o heroi principal da série se torna o Arqueiro Verde (até porque o nome do episódio é esse) e ele parte pra cima de Darhk, mas descobre sobre os misticismos do vilão. Enquanto isso Thea continua com seu comportamento violento (devido ao seu retorno do Poço de Lázaro) e nos flashbacks, vemos Oliver novamente em Lian Yu a mando de Amanda Waller para deter uma operação militar comandada por Reiter. E em flashforward inesperado, vemos Oliver e Barry Allen num cemitério e perto do túmulo de alguém. Quem será?

Laurel e Thea vão até Nanda Parbat e pedem que Malcom (o novo Ra's Al Ghul) ajude na ressurreição de Sara Lance. Inicialmente ele recusa, mas para apaziguar as coisas com sua filha, ele aceita. Ao fazerem isso, Sara volta bastante agressiva e por causa disso, Oliver chama John Constantine para ajudá-la a restaurar sua alma. Durante todos esses problemas a serem resolvidos, Quentin Lance está trabalhando com Damien, mas após Oliver descobrir, ele pede que consiga informações sobre o vilão.


De volta à Lian Yu, Oliver encontra Constantine pela primeira vez e o alerta sobre os planos de Reiter que envolve magia e um ídolo que canaliza poderes místicos. Em Star City, descobrimos que Ray Palmer está sendo mantido refém por Darhk e o time Arrow corre para salvá-lo. Diggle acaba sabendo da pior maneira que seu irmão, Andy, está trabalhando para a Colmeia (organização de Damien e não o vilão de Agents of Shield). Oliver descobre que tem um filho ilegítimo e decide não contar para Felicity, que já havia pedido um relacionamentos sem mentiras e/ou segredos. Oliver decide iniciar sua campanha e sua primeira tarefa é limpar o Porto de Star City. Darhk envia um drone onde deixa vários feridos, Oliver responde dizendo que o vilão é o líder da Colmeia. Damien invade a festa de campanha e sequestra Diggle, Thea e Felicity, levando o Sr. Queen a agir. No final das contas, com a ajuda de Malcom, vestido de Arqueiro Verde, Oliver consegue salvar a todos. Ele pede Felicity em casamento e quando os dois saem na limousine, os homens da Colmeia interceptam o veículo e atiram pra valer. Oliver percebe que um dos tiros acertou sua noiva e a deixa paraplégica.

As coisas pioram quando Thea acaba em um coma devido a sua sede de sangue que ela não está adquirindo, apesar de Malcom oferecer várias vezes pessoas para serem mortas por sua filha, mas como sempre, ela recusou. Nyssa, filha de Ra's da 3ª temporada, escapa de sua cela em Nanda Parbat e diz para Oliver que Thea pode ser curada. Depois de um bate-rebate em negociações, Oliver aceita o pedido de Nyssa e a mesma é chamada para um duelo com Malcom para quem deve controlar a Liga dos Assassinos. Mas Oliver fala que, como ele é marido de Nyssa em Nanda Parbat, ele é quem deve lutar contra Malcom e assim o faz, porém, ele corta apenas a mão de Malcom com o anel de Ra's.

Malcom junta forças com Damien Darhk e pra piorar mais ainda as coisas, D&D sequestra William (filho do Oliver) e diz que devolverá apenas se Oliver sair da campanha eleitoral, deixando apenas a sua mulher Ruvé Adams, e assim o faz. Oliver, agora como o Arqueiro Verde, consegue resgatar William e destruir o ídolo místico de Damien, levando para a prisão. Felicity descobre sobre o filho de Oliver e sobre a mãe dele e põe um fim no relacionamento entre eles. Na prisão, Damien, com ajuda de Malcom, recebe outro ídolo e tem de volta seus poderes e começa a p#taria toda.

O time Arrow vai em peso deter mais uma vez D&D, mas vai tudo água a´baixo quando o vilão fere mortalmente Laurel Lance, que vai parar no hospital, mas não resiste e morre. Oliver promete que vai acabar com Damien de uma vez por todas quando encontrá-lo. Na reta final de Arrow, Oliver aprende com uma amiga de Constantine que precisa encontrar a luz dentro de si porque o ídolo de Darhk serve apenas de escuridão e morte e Oliver precisa encontrar a luz e a esperança. Enquanto isso, o vilão ataca Diggle e sua esposa Lyla e acaba roubando o Rubicon, programa que controla todas as armas nucleares do mundo. Com o controle dos mísseis nucleares, Felicity pede ajuda a seu pai/hacker/vilão de um outro episódio, Noah, para impedir Damien de lançar todas as armas contra o mundo. O time descobre que Darhk construiu um novo mundo debaixo da terra (mantendo Thea lá) para quando o mundo ser destruído, ele reconstruir do seu jeito. P#ta plano hein. Felicity consegue impedir os mísseis de chegarem aos seus alvos, porém, um continua vindo e ela é obrigada a desviar sua rota para um lugar menos habitado. Coitados. Nos flashbacks, Reiter tá bem fodão com o mesmo ídolo que Darhk possuirá depois e Oliver, junto de sua amiga Taiana, tentam fugir dele. Os dois conseguem roubar o ídolo e o mesmo começa a afetar Taiana.

Debaixo da terra, Diggle e o Arqueiro Verde tentam resgatar Thea, que foi drogada por seu pai, e impedir os planos de Damien. Mas o vilão Anarquia fode tudo e tudo vai pelos ares. Ruvé morre no processo, Oliver consegue tirar todos de lá e levá-los em segurança para cima, mas ainda não acabou. No season finale, 15 mil mísseis são lançados e o time Arrow só tem 2 horas para impedir que os mesmos caiam em seus alvos, porém, um está bem perto de Star City. Felicity e seu amigo Curtis conseguem desviá-lo da cidade. Depois ela rastreia a localização do seu ex-namorado, que está sendo obrigado a trabalhar para Damien com o objetivo de derrubar os mísseis, mas muda de ideia depois de sua ex falar com ele. Deixando assim Oliver, Diggle, Thea, Lyla e um grupo de pessoas entrarem em combate contra Darhk e um grupo de Fantasmas. Claro que o vilão perde e acaba morto por Oliver com uma flechada no coração. No fim, Diggle, Quentin e Thea pegam o beco, mas Felicity fica para ajudar Oliver no futuro. Nos flashbacks finais, Oliver é obrigado a matar Taiana por causa do que o ídolo está mexendo com sua mente e Reiter também é morto. Amanda Waller chega para levar o ídolo e Oliver parte (para a Rússia futuramente) para cumprir sua promessa.

Esse é o resumo geral da 4ª temporada de "Arrow" e como podem ver, muitas coisas aconteceram e duas delas (a morte de Laurel e a novela mexicana com Felicity) deixaram os fãs mais xiitas bastante nervosos. Oliver continua com seus problemas/dilemas que cortam o coração de quem assiste. Roteiristas, ou vocês devolvam a série pro caminho que estava decolando na segunda temporada ou o negócio vai ficar sério. As pessoas já dizem há tempos que não é uma série do Arqueiro Verde e sim do Batman de Verde, pois alguns vilões são do Homem-Morcego e algumas atitudes do heroi também. Tirem essa palhaçada de novela mexicana, coloquem o Glades de volta na história e por favor, parem de matar personagens que a maioria dos fãs amam, isso só faz piorar. Algumas cenas de ação foram mal elaboradas e que parecia ridículo, chega de enchimento de linguiça com vilões de quinta categoria (que em outras séries da CW fazem) e resolvam tudo na 5ª temporada, pois os fãs não aguenta mais. O vilão foi legal, okay, mas quando Arrow passou para além da imaginação o bagulho ficou estranho. Talvez desse pra resolver de uma outra maneira, mas parece que os roteiristas estavam fumando um baseado quando decidiram colocar o Oliver atrás da "luz e esperança" que só a magia podia dar.
Nota: 7,5.
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